Nestas muitas décadas de existência, a ATP-Rio tem defendido os interesses dos tradutores púbicos, promovido a união do grupo, a troca de conhecimentos e o aperfeiçoamento profissional de seus membros.
A família real portuguesa, fugindo das tropas de Napoleão, aporta no Rio de Janeiro. Dom João VI cria a função de Intérprete.
Já após a independência, um novo decreto cria o cargo de “Tradutor Jurado da Praça e Intérprete da Nação”.
O Código e o Regulamento comerciais determinam que documentos emitidos em países estrangeiros só sejam aceitos com tradução por intérprete público.
Decreto Imperial regula os “intérpretes comerciais da praça do Rio de Janeiro”. Mulheres são proibidas de exercer a profissão.
Após a República, a nomeação de Intérpretes passa a ser responsabilidade das Juntas Comerciais.
Decreto estabelece número de Intérpretes de Comércio no Rio para inglês, francês, alemão, italiano e espanhol.
O Código Civil assegura a continuidade da profissão, exigindo tradução de documentos em língua estrangeira.
Decreto nº13.609 estabelece concurso público para tradutores e assegura acesso às mulheres. Vigente por 78 anos.
Fundação da ATPIEG, que evolui para ATP-Rio, Associação de Tradutores Públicos do RJ.
Associações estaduais formam o grupo Juramentados Unidos para garantir a segurança jurídica da tradução pública.
A Arpen registra o sinal público dos tradutores do Rio de Janeiro em seu sistema.
Lei 14.195/202 revoga o Decreto 13.609/43, ainda sob questionamento no STF.
Fundação da FENATIP, unindo associações estaduais para resguardar a qualidade da tradução pública.
A ATP-Rio torna-se membro da FIT, organização de prestígio mundial.
Fonte dos dados até 1943: Wyler, Lia. Línguas, poetas e bacharéis: uma crônica da tradução no Brasil. Rio de Janeiro: Rocco, 2003.