UM POUCO DE HISTÓRIA

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1808 – A família real portuguesa, fugindo das tropas de Napoleão, atravessa o oceano e aporta no Rio de Janeiro. Em 10 de novembro, após haver ordenado a abertura dos portos, Dom João VI edita um decreto criando a função de Intérprete.

1823 – Já após a independência, um novo decreto cria o cargo de “Tradutor Jurado da Praça e Intérprete da Nação”.

1850 – O Código e o Regulamento comerciais determinam que documentos emitidos em países estrangeiros só sejam aceitos se a tradução for feita por intérprete público.

1851 – Um novo Decreto Imperial estabelece o regulamento para os “intérpretes comerciais da praça do Rio de Janeiro”, cuja nomeação fica a cargo do Tribunal de Comércio da Capital do Império. O exercício da profissão foi proibido às mulheres.

1890 – Após o advento da República, a nomeação de Intérpretes passou a ser de responsabilidade das Juntas Comerciais e, onde elas não existirem, dos Juízes do Comércio. São as disposições do Decreto nº 596 de 1890.

1891 – Novo decreto estabelece um número de Intérpretes de Comércio no Rio de Janeiro para cada um dos seguintes idiomas: inglês, francês, alemão, italiano e espanhol.

1916 – O Código Civil assegurou a continuidade da profissão, mantendo a exigência de se traduzir documentos exarados em língua estrangeira.

1943 – O Decreto nº13.609 de 21 de outubro de 1943 estabelece, pela primeira vez, que a nomeação dos tradutores seja feita mediante concurso público classificatório e universal promovido pelas Juntas Comerciais. O Decreto também assegurou às mulheres o acesso à profissão.

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1962 – Em 11 de abril de 1962, foi fundada a ATPIEG: Associação dos Tradutores Públicos e Intérpretes Comerciais do Estado da Guanabara. A sigla permaneceu até a divisão dos Estados, quando tornou-se ATPIERJ e, depois, ATP-RIO – Associação Profissional de Tradutores Públicos e Intérpretes Comerciais Juramentados do Estado do Rio de Janeiro.

Nestes mais de 50 anos de existência, a ATP-RIO tem defendido os interesses dos tradutores púbicos, promovido a união do grupo, a troca de conhecimentos e o aperfeiçoamento profissional de seus membros.

A associação desempenha o papel de interlocutora dos tradutores públicos perante a Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro e demais órgãos e o público em geral. Além disso, também mantém contato com as demais associações de tradutores públicos, sempre em busca do fortalecimento da classe e da garantia da melhor prestação de serviços ao público.

Os associados da ATP-RIO usufruem de cursos e treinamentos organizados especificamente para atender as suas necessidades, bem como do apoio técnico-profissional dos colegas mais experientes.

Outro benefício é a divulgação de seus serviços, de forma eletrônica e física, vinculado à lista de membros da associação, o que proporciona visibilidade e credibilidade, já que é expresso o compromisso da associação com a ética e a boa prática profissionais.

Para os clientes, é uma tranquilidade e segurança saber que o tradutor que contrata para fazer sua tradução juramentada é associado à ATP-RIO. Ao escolher um tradutor associado à ATP-RIO para fazer sua tradução juramenta, o cliente tem certeza de que seu trabalho será realizado por um profissional capacitado, atualizado e comprometido com o Código de Ética da ATP-RIO e que seguirá  a legislação pertinente. Leia o Código de Ética aqui.

*Fonte: Wyler, Lia. Línguas, poetas e bacharéis: uma crônica da tradução no Brasil. Rio de Janeiro: Rocco, 2003.